Assembleias podem definir volta às atividades na UEL
Os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) discutem os rumos da greve hoje a partir das 8h30 em assembleia no Anfiteatro Cyro Grossi, o Pinicão, no Centro de Ciências Biológicas (CCB). No início da tarde, às 13h, os servidores técnicos da UEL e do Hospital Universitário (HU) se reúnem no anfiteatro do hospital para debater o movimento.
Representantes do Sindiprol/Aduel e Assuel Sindicato acompanharam ontem na Assembleia Legislativa, a aprovação do projeto de lei, de autoria do Governo do Estado, que estabelece a reposição salarial do funcionalismo em 3,45% neste ano com o pagamento de outras perdas até 2017. A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) derrubou a emenda da oposição com a proposta de 8,17% em parcela única.
A diretora de comunicação da Sindiprol/Aduel, Sílvia Alapanian, lembrou que a última assembleia dos docentes ocorreu no dia 11 e que a categoria iria se reunir na semana passada, mas a reunião foi adiada por causa da indefinição dos deputados sobre a reposição salarial. Ela adiantou que a assembleia de hoje vai ocorrer independente do projeto de lei, cuja aprovação pode determinar o retorno às aulas. "Vamos avaliar o cenário e a capacidade de enfrentamento da categoria durante a greve", comentou.
Além da aprovação do projeto de lei, que pode culminar com o fim da greve, o presidente da Assuel, Marcelo Seabra, afirmou que a assembleia dos servidores também vai discutir o "termo de compromisso" que foi assinado na última semana pelo líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), e pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), João Carlos Gomes. No documento, o governo promete a retirada das ações contra sindicatos caso o retorno das atividades seja aprovado até hoje. No entanto, Seabra avaliou que o documento contém "ameaças" como a suspensão de descontos nos salários se novos calendários forem apresentados três dias após a volta do atendimento nas universidades estaduais. (R.F.)





