Docentes e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) definiram em assembléias realizadas na tarde de ontem que vão parar no 12 de abril, em sinal de protesto pelas perdas salariais de 62% -entre 1997 e 2003 -, contra a reforma das universidades públicas e pela aprovação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos servidores técnico-administrativos. O pequeno quórum na assembléia do Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (SindiSaúde) adiou para hoje a decisão se engrossam ou não o dia de paralisação.
Na próxima quarta-feira, os servidores irão promover um ato público em frente à reitoria da UEL, às 11h30, e farão doação de sangue. À noite, eles fazem assembléia conjunta para definir novas formas de mobilização. ''Devagar, (a mobilização) está pegando no campus. Estamos todos insatisfeitos com toda essa situação'', comentou o presidente da Aduel, Evaristo Colmán. Na assembléia da Aduel houve pequena participação de docentes.
A presidente do SindiSaúde, Ana Maria da Cruz, afirmou que em razão do pequeno número de servidores que compareceu à assembléia de ontem, foi agendada uma nova rodada de conversas com a categoria no início da tarde de hoje. Dos mais de 1.500 servidores, pouco mais de 100 participaram da mobilização. ''Se depender de vontade, todos querem participar da paralisação'', apontou. O problema, segundo ela, é que muitos temem represálias.
No próximo sábado, o comando de mobilização se reúne novamente, a partir da 9 horas, na sede da Aduel, no campus. Na ocasião, eles irão definir novas formas de protesto. O dia de paralisação também deve acontecer nas universidades estaduais de Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG) e Guarapuava (Unicentro).
O governo anunciou anteontem que, no momento, não haveria perspectivas de negociar qualquer tipo de reajuste salarial. O entrave, segundo a Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, seria o limite de gastos com a folha de pagamento do funcionalismo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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