Londrina - Os professores das duas unidades de ensino superior federal de Londrina - Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Instituto Federal do Paraná (IFPR) - devem decidir no começo da semana que vem se encerram ou não a paralisação da categoria que começou no dia 17 de maio.
A proposta do governo federal apresentada esta semana prevê reajuste salarial com índices distintos para cada cargo do magistério - de 12% a 45%, parcelados até 2015 - e a reestruturação do plano de carreira.
De acordo com Claudio Takeo Ueno, professor do curso de Tecnologia de Alimentos da UTFPR, campus Londrina, uma assembleia será realizada na segunda-feira em Curitiba. A previsão é que no dia seguinte ocorra uma assembleia dos professores londrinenses para discutir a decisão tomada na capital.
Mas a tendência é que o movimento grevista não ceda. A proposta não atenderia a reivindicação para se implantar um plano de carreira único para os docentes que trabalham nas instituições federais.
''O modelo de reestruturação do plano de carreira não nos satisfaz'', avalia Ueno. ''Além disso, um reajuste de 12% para os professores iniciantes é um índice muito baixo porque a categoria está sem reajuste desde 2010. Esse número não repõe sequer a inflação do período'', reclamou.
Em relação aos técnicos das universidades, o governo ainda não formulou nenhuma proposta. De acordo com o delegado do Sinditest (sindicato que congrega os técnicos no Paraná), Wesley Amâncio, duas reuniões em Brasília, na segunda e na terça-feira, com o comando nacional da greve dialogando com representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação, deve decidir os rumos do movimento.

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