Assembléia tenta cassar liminar concedida a ex-vereador Garib
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quinta-feira, 06 de maio de 1999
Por Fred Ferreira, especial para a AE 
São Paulo, 07 (AE) - A Assembléia Legislativa de São Paulo impetrou hoje mandato de segurança no Tribunal de Justiça contra a liminar concedida pelo próprio TJ que estabeleceu prazo de 15 dias, prorrogáveis por mais 15, para que o deputado Hanna Garib (suspenso do PPB) apresente sua defesa escrita ao Conselho de Ética e Decoro Parlamantar da Assembléia. O deputado Carlos Sampaio (PSDB), presidente do Conselho de Ética que estuda a cassação do mandato parlamentar de Garib, esteve hoje pessoalmente com o presidente do TJ, desembargador Dirceu de Mello, para entregar o pedido de suspensão da liminar. Mello, no entanto, decidiu estudar o pedido no fim de semana e só se pronunciar na segunda-feira. Com isso, Garib ganhou mais dois dias de prazo.
De acordo com o Conselho, o parlamentar recebeu a representação da Assembléia Legislativa informando sobre o prazo para apresentação da sua defesa no dia 28 do mês passado - data que dá início ao prazo para apresentar a defesa. Já se passaram pelo menos 15 dias de discussão regimental e jurídica sobre os prazos de Garib. O deputado Elói Pietá (PT), relator do processo contra o ex-vereador, acredita que a discussão sobre o prazo faz parte da estratágia de Garib. "Acredito que há a intenção de ampliar a discussão até julho, quando as Comissões da Assembléia entram em recesso", alertou Pietá. "Ele (Garib) ganharia mais um mês".
Os advogados do deputado têm insistido em afirmar que Garib não sabe do que está sendo acusado. "Não é possível fazer a defesa sem saber que atos ele (Garib) infringiu", disse João Carvalho, um dos avogados do parlamentar. Carlos Sampaio contesta. "Então por que ele fez o livreto Garib, culpado ou inocente?", perguntou o tucano.


