Assembléia nos Correios descarta paralisação
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Londrina aceitaram ontem, em primeira discussão, a proposta de reajuste do governo e descartaram a possibilidade de greve. A decisão foi tomada em uma assembléia no início da tarde, com participação de cerca de 60 dos 430 empregados da empresa na cidade. Os trabalhadores teriam assembléia à noite para tomar uma decisão final sobre a paralisação.
A categoria reivindica 67% de reposição de perdas dos últimos dez anos e reposição inflacionária de 10%. A ECT aumentou o índice de reajuste salarial de 5% para 6,81%, manteve o abono único, que varia entre R$ 400 e R$ 800 e concedeu uma referência salarial para os admitidos até setembro de 2001. O salário inicial de um carteiro é R$ 377. Outra reivindicação aceita pela ECT é a manutenção de dez cláusulas do acordo coletivo, entre eles benefícios como assistência médica e auxílio-creche.
Segundo o carteiro Luiz Antonio de Souza, secretário de base do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sinticom), a proposta do governo foi aceita por uma pequena margem de votos na reunião do início da tarde. A decisão sobre a greve depende de aprovação de dois terços dos 33 sindicatos do País. ''Se a maioria decidir pela greve e Londrina não, teremos de parar da mesma forma'', salientou Souza.
Em Curitiba a categoria decidiria ontem à noite se acatava ou não a proposta da empresa. Em caso de rejeição, iniciariam o movimento de paralisação hoje.(Colaborou Andréa Bordinhão)


