Porto Alegre, 08 (AE) - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia gaúcha vai analisar três pedidos de impeachment do governador gaúcho, Olívio Dutra (PT). Os processos foram lidos na semana passada no plenário, na volta do recesso parlamentar. Dois deles tratam de precatórios vencidos e o terceiro apresenta aponta o caso Ford, o Orçamento Participativo (OP) e a renegociação da dívida estadual com a União como justifcativas para o impedimento do governador.
Apesar de não ter maioria na Casa, o Executivo acredita que nenhum dos pedidos de impeachment irá adiante. "Há deputados dispostos a inviabilizar nosso governo, mas estes são minoria", afirmou o líder do governo no Legislativo, Ronaldo Zulke. Segundo ele, Olívio Dutra recebeu R$ 100 milhões em dívidas de precatórios do antecessor, Antônio Britto (PMDB), e fará acordos para pagá-los.
Os pedidos de impedimento do governador foram admitidos pela procuradoria da Assembléia, que "examina os aspectos formais, não faz juízo de valor", de acordo com seu presidente, Paulo Odone Ribeiro (PMDB). "A CCJ poderá acolher ou não os pedidos", acrescentou. Um deles ganhou mais notoriedade porque seu autor, o advogado Paulo do Couto e Silva, publicou hoje um anúncio na capa dos principais jornais do Estado.
Este pedido, conforme Odone, defende que o caso Ford gerou prejuízos ao Estado, que o governo não pode gastar recursos públicos com o Orçamento participativo, pois não há lei específica para ele, e que Olívio não poderia ter oferecido bens como garantia da dívida gaúcha com a União.

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