Moradores dos municípios atingidos com o fechamento da Estrada do Colono, via que corta o Parque Nacional do Iguaçu, participarão de uma assembléia popular no próximo sábado para decidir nova estratégia de reabertura do caminho, fechado em 13 de junho. O encontro foi motivado pela decisão do ministro Carlos Velozo, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou na semana passada a concessão de liminar para reabrir o caminho.

A medida foi solicitada pela Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec). O objetivo era reverter a decisão do Tribunal Regional Federal, da 4 Região, em Porto Alegre (RS), que concedeu liminar ordenando o fechamento.

Pela falta de êxito em Brasília, a associação decidiu convocar a população de Serranópolis (Oeste) e Capanema (Sudoeste) para discutir o assunto. A entidade levantará a possibilidade de protocolar novo recurso no STF na tentativa de garantir a reabertura do caminho dentro da esfera judicial. A reunião será realizada na Associação dos Servidores de Capanema (112 km ao oeste de Francisco Beltrão).

O presidente da Aipopec, Luiz Suzuke, alertou sobre a possibilidade de invasão por parte dos vizinhos da reserva. ''Obviamente existe a vontade do povo de fazer a ocupação'', disse, em referência a ação semelhante a ocorrida em 1997 quando a estrada foi reaberta à força pelos moradores. Suzuke também é prefeito de Medianeira (58 km a nordeste de Foz) pelo PT.

O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) retomou o processo de reflorestamento dos 17,6 quilômetros do caminho dentro do Parque Nacional Iguaçu, interrompido por causa do frio. Duas mil mudas já haviam sido plantadas e, agora, mais duas mil serão cultivadas no local.

A Estrada do Colono é motivo de discussão entre ambientalistas e moradores ribeirinhos. A população argumenta que o trecho reduz a viagem entre as regiões Oeste e Sudoeste em 120 quilômetros. Já os ambientalistas dizem que a manutenção do caminho prejudica o ecossistema local.

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