A diretoria do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança, Vigilância, Transporte de Valores e em Serviços Orgânicos de Segurança de Londrina e Região foi destituída ontem em assembléia da categoria por 80 votos a 41. Uma junta governativa provisória seria eleita ainda ontem para comandar a entidade por 90 dias, prazo determinado para convocação de novas eleições. A destituição foi motivada por suposto desvio de dinheiro do sindicato.
No início da assembléia, a secretária geral e de imprensa do sindicato, Elizabeth Aparecida Ferrarez Timóteo, leu uma carta de renúncia do presidente Gabriel Trindade em ''caráter irrevogável''. Ele alegou ''motivos particulares.'' Trindade está sendo investigado pela Polícia Civil e Ministério Público Federal. As outras denúncias são de pagamento de festa em boate com cheque do sindicato, no valor de R$ 36.474,18 e irregularidades em convênio com plano de saúde. Trindade também teria usado o carro da entidade sem possuir carteira de habilitação.
Os vigilantes também decidiriam sobre a realização de uma auditoria interna, para apurar os responsáveis pelas irregularidades. ''Nada ficou provado contra nós na Justiça. Enquanto a Justiça não julgar, ninguém pode dizer se a atual diretoria é culpada ou não'', alegou Elizabeth. O mandato da atual diretoria terminaria em 10 de agosto de 2006.
Os membros da diretoria destituída trocam acusações sobre os autores das irregularidades. O ex-diretor financeiro da entidade, Noé Moreira, disse que as fraudes foram responsabilidade de Trindade e Elizabeth que, segundo ele, administravam o convênio com o plano de saúde. ''Eles não deixaram que eu fosse levar os fatos à polícia ou ao conhecimento da categoria'', acusou. Já Elizabeth disse que Moreira, por ser o chefe do setor financeiro, seria o único responsável pelas supostas irregularidades.
A junta governativa seria formada por nove membros: três efetivos (presidente, secretário e tesoureiro), três suplentes e três integrantes do Conselho Fiscal. A assembléia foi comandada pelo presidente da Federação Estadual dos Sindicatos dos Vigilantes, João Soares.

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