Assembléia define mobilização
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Silvana Leão De Londrina 
Cerca de 500 pessoas, entre professores, alunos e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), participaram ontem à tarde de assembléia conjunta no ginásio externo do Centro de Educação Física e Desportos para estabelecer o cronograma de mobilização do movimento até o dia 31, quando poderá ser deflagrada a paralisação de todas as instituições de ensino superior do Estado. Os professores aprovaram indicativo de greve no último dia 12 e, os funcionários, em assembléia realizada em separado no início da tarde de ontem.
As estratégias de mobilização foram discutidas durante duas horas. Uma das possibilidades cogitadas foi a não-realização do vestibular de inverno da instituição, caso a greve de fato aconteça e perdure por um longo período.
Ao final, ficou decidido que o comando de mobilização irá visitar nos próximos dias os diversos setores da Universidade, como centros de estudo, Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC), para conseguir uma maior adesão ao movimento. É preciso que no dia 31 a decisão de entrar ou não em greve seja tomada pelo maior número de pessoas possível, ressaltou Itamar André Rodrigues do Nascimento, presidente licenciado do Sindicato dos Funcionários da UEL.
Também será feito, nos próximos dias, pedido de audiência com a reitoria e conselhos de administração da universidade, para que se posicionem em relação à pauta de reivindicações. Outra audiência requisitada será com a Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Públicas (Apiesp). Para o dia 25 está agendada reunião do Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná.
Nos próximos dias, a direção do movimento aguarda um retorno do governo do Estado, que até agora não se manifestou sobre o assunto. Os indicativos de greve são uma forma de alertarmos o Estado sobre a possibilidade de paralisação, caso não aconteça a abertura de negociação, afirmou Itamar do Nascimento. Uma das reivindicações dos professores e funcionários é a reposição salarial de 41,14%.


