Assembléia conjunta discute greve que completa 140 dias
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domingo, 03 de fevereiro de 2002
Cláudia Barberato Reportagem Local 
Os professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em greve há 140 dias fazem uma assembléia conjunta amanhã às 9 horas no auditório do CCB. Eles vão discutir os rumos do movimento e as medidas a serem tomadas para a manifestão programada em frente à Assembléia Legislativa, em Curitiba, no próximo dia 19, quando recomeçam as atividades dos parlamentares.
Em assembléia realizada na última sexta-feira os grevistas decidiram manter o movimento, embora tenha sido cogitada um trégua ao Governo do Estado até a volta das atividades da Assembléia Legislativa, programada um dia antes da manifestação: 18 de fevereiro.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhftig, deu prazo final até o dia 19 de fevereiro para apresentar o projeto de lei que prevê o repasse de parte do ICMS às universidades, proposto pelo Governo do Estado. Entre os grevistas há um consenso de que não há como esperar a entrada desses recursos que só chegariam daqui há três ou quatro meses.
A decisão do reitor da UEL Pedro Gordan de assinar atos exigindo retorno do funcionalismo ao trabalho pode ter provodado reflexos no Hospital Universitário (HU). Segundo o diretor-superintendente do HU, Cláudio Camacho, até a sexta-feira cerca de 68% a 70% dos funcionários haviam retornado aos seus postos. Mesmo assim, segundo Camacho, a volta não normalizou a situação do hospital. Mas o retorno do pessoal tem ajudado bastante para aumentar a melhoria no atendimento aos usuários do hospital, admitiu Camacho.
Diretores dos sindicatos de funcionários, professores e servidores de saúde, procurados pela Folha ontem não foram localizados. Os celulares de contato estavam desligados.


