Assassinos sabiam que marinheiro norueguês compraria imóvel
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sexta-feira, 22 de outubro de 1999
Por Cida Oliveira (especial para AE) 
Santos (SP), 23 (AE) - A polícia de Santos está atrás de Antônio Carlos Trigo Marques dos Santos, conhecido como "Di Menor", e Rodrigo, o "Kides", acusados de envolvimento na morte do marinheiro Norueguês Kjetil Vike, no último dia 14, na avenida da praia, no bairro do Embaré. De acordo com Walter de Matos, chefe dos investigadores do 3º Distrito Policial, as buscas foram feitas durante toda a madrugada de hoje e continuam até que ambos sejam encontrados.
Os policiais receberam denúncia segundo a qual Marques, que é foragido da Cadeia de Praia Grande (onde estava preso por assalto a banco), teria tido participação no crime. Matos revela que elas começaram porque o acusado estava trocando dólares em São Vicente. "Ele foi reconhecido pela esposa da vítima", acrescentou.
Durante as investigações, verificou-se que o sobrenome do acusado era igual ao de uma funcionária da imobiliária onde Vike negociava a compra um apartamento: Andréia Trigo Marques dos Santos. Ela foi detida na noite de sexta-feira em um apartamento, em São Vicente, e levada para o 3º DP, em Santos, onde no início negou o parentesco. Após entrar em contradição terminou por admitir.
Segundo Walter de Matos, Andréia revelou durante o depoimento, que terminou à 1 hora da madrugada de hoje, que sua intenção não era a de matar o marinheiro e sim melhorar de vida. Andréia tinha uma foto de "Kides", junto com a Moto X-T, comprada há cinco dias pelo irmão, e através dela o companheiro de Marques também foi identificado pela mulher do marinheiro.
Ela terminou confessando que teria auxiliado o irmão. Marques soube que Vike iria comprar um imóvel, no valor de R$ 39.500 na rua Oswaldo Cochrane, em Santos, mas precisava saber o dia em que o dinheiro seria levado até corretora.
No dia do crime, pela manhã, Marques teria telefonado para irmã e ela confirmou que Vike iria até a corretora depois do meio dia. Em seguida, o acusado teria ligado para a vítima solicitando que comparecesse ao local, por volta das 13h30. Ele e "Kides" foram aguardá-lo, na avenida Bartolomeu de Gusmão, em frente ao número 36, onde aconteceu o crime.
Andréia foi liberada após o depoimento. Agora o delegado Flávio Máximo vai pedir à Justiça que decrete a prisão preventiva dos três envolvidos.


