Assassinos de franceses pretendiam queimar corpos
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Folhapress 
São Paulo- Os três suspeitos de matar os franceses Christian Doupes, Delphine Douyere e Jérôme Faure, ontem, em Copacabana (zona sul do Rio), pretendiam atear fogo ao apartamento deles para destruir os corpos e as provas do crime, segundo a Polícia Civil.
''Eles só não conseguiram causar o incêndio porque esqueceram os fósforos e não encontraram nenhum no apartamento'', diz o delegado-adjunto Marcos Castro, da 12 DP (Copacabana). Segundo Castro, uma garrafa de álcool foi encontrada no apartamento e os suspeitos confessaram a intenção.
Os três estrangeiros chefiavam a ONG Terr'Ativa, que funcionava no mesmo apartamento que foi invadido por Társio Wilson Ramires, 25, Luís Gonzaga Gonçalves de Oliveira, 28, e José Maciel Gonçalves Cardoso, 35.
O trio ficou no escritório da ONG à espera dos franceses, que também moravam no prédio. Faure foi o primeiro a chegar e a ser morto. Logo depois, Doupes e Douyere, que eram casados, também chegaram e foram mortos, depois de tentar reagir. No momento do crime, os suspeitos usavam máscaras de Carnaval para não serem reconhecidos e luvas cirúrgicas, ainda de acordo com a Polícia Civil.
Ramires era funcionário da ONG e, segundo a polícia, confessou ter desviado dinheiro, o que teria motivado o crime. ''Ele (Ramires) disse que desviou R$ 80 mil, mas agora é que vamos começar a investigar o estelionato'', diz Castro. ''Vai ser mais difícil que os próprios homicídios, porque dependemos de dados de contas bancárias, informações sobre cheques e dependemos da Justiça para obter isso'', completa.
Os três supostos envolvidos no crime já foram ouvidos e transferidos para a carceragem da Polinter. Dentre os suspeitos, apenas Cardoso negou ter participado do homicídio. Para o delegado, a ação foi premeditada, ou seja, o grupo foi para o apartamento com a intenção de matar os franceses.
O filho de Doupes e Delphine, Max, 2, está com amigos da família. Na segunda-feira, familiares do casal vêm ao Brasil para resolver seu destino.
O jogador Juninho Pernambucano, do clube francês Lyon, disse ontem em nota estar indignado e chocado com o crime. Ele emprestou seu nome a projetos de futebol da ONG.


