Assassino voltou três vezes ao local do crime
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de março de 2010
Marcelo Godoy<BR>Agência Estado 
São Paulo - O estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos, que confessou o assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, 53 anos, e de seu filho Raoni, 25, voltou três vezes ao local do crime. Nunes rondou a chácara das vítimas na tarde e na noite do sábado passado, conforme provariam os dados do rastreamento de seu telefone celular obtidos pela polícia com a quebra de seu sigilo telefônico.
Foi nesse dia que ele telefonou por volta das 19 horas à viúva de Glauco, a artista plástica Beatriz Galvão. O rastreamento do celular mostra que nesse momento, pela terceira vez naquele dia, Nunes usava seu aparelho no Parque Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo, bairro onde o crime ocorreu.
Depois do crime, o estudante levou nove minutos para percorrer cerca de 9 quilômetros, em Osasco. Pelo menos é o que mostra o deslocamento de seu celular. ''Esse dado mostra que seria impossível ele fugir à pé'', afirmou o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva. Ele acabou preso na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, depois de trocar tiros com policiais federais e balear um agente. A polícia também recebeu o rastreamento do celular de Felipe de Oliveira Iasi, 23, que dirigiu o carro usado por Nunes para ir à chácara. Iasi afirma que foi atraído por Nunes para uma armadilha. Apesar disso, ele ainda é suspeito de ter dado fuga ao amigo.


