Assassino de Rabin diz que votará em trabalhista Barak
Washington, 14 (AE-ANSA) - O homem que matou a tiros o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin em 1995, Igal Amir, admitiu hoje que não conseguiu deter a pacificação do Oriente Médio e anunciou que nas eleições de segunda-feira votorá no candidato trabalhista Ehud Barak.
O extremista religioso de 29 anos está cumprindo pena de prisão perpétua pelo assassinato de Rabin e está proibido de falar com a imprensa, mas o jornal americano The Washington Post conseguiu escutar uma conversa entre a mãe de Amir, Geula, com seu filho, que se encontra na penitenciária de Beer Sheva.
Durante a conversação, a mãe pergunta a Amir em quem ele votará (em Israel os presos votam). "Não me desagrada Barak. No final das contas, é o mesmo que (o atual premier Benjamin) Netanyahu. Ambos continuarão com o processo de paz", responde ele.
Amir, que afirma ter matado Rabin por convicção religiosa, não mudou de idéia. Ao contrário, zombou, durante a conversação com sua mãe, da sorte de Barak. "Que siga os passos de Rabin. Possivelmente termine como ele", disse.





