Assassino de meninas pode não ser julgado
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quarta-feira, 21 de agosto de 2002
France Presse 
Londres- A polícia britânica confirmou ontem que os dois corpos encontrados no sábado numa floresta a leste da Inglaterra são os das meninas desaparecidas Holly Wells e Jessica Chapman, de 10 anos. E o que deixa indignados os britânicos é que Ian Huntley, 28 anos, acusado do assassinato de Holly e Jessica, pode nunca ser julgado por seus crimes.
Os médicos que examinaram Huntley depois de sua prisão no sábado declararam na terça-feira não saber se seu estado mental lhe permitiria se apresentar pessoalmente à Justiça.
Huntley, inspetor do Colégio de Soham, cidade onde moravam as meninas, foi internado no Hospital Psiquiátrico de Segurança Máxima de Rampton, em Nottinghamshire. Alguns dos criminosos mais perigosos do país, como Beverley Allitt uma enfermeira condenada pela morte de quatro crianças e apelidado ''anjo da morte'' estão presos no mesmo local.
Em virtude da lei 1983 (Mental Health Act), os médicos têm 28 dias para determinar se Ian Huntley tem condições de ser julgado. No decorrer desse período, que pode se prolongar por no máximo seis meses, Ian Huntley fará testes psicológicos sérios, aplicados pelos maiores especialistas do país.
A conclusão pode ser que o jovem, devido a um histórico familiar e de relacionamentos caóticos, não tem condições mentais de ser julgado. Ele pode então terminar seus dias numa instituição especializada.
Maxine Carr, 25 anos, a namorada de Ian, compareceu ontem diante dos juízes de Peterborough, que a indiciaram oficialmente por entravar a Justiça na investigação da morte de Holly Wells e Jessica Chapman. Ela pode pegar prisão perpétua se for condenada.


