Assassino de Glauco é morto em penitenciária de Goiás
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segunda-feira, 04 de abril de 2016
Carla Guimarães<br>Folhapress 
Goiânia - Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, que confessou ter assassinado o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho Raoni, em 2010, foi morto na manhã de ontem no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Cadu foi morto por outro detento, durante o banho de sol, após receber cerca de 20 golpes de "chucho" - espécie de faca artesanal feita com vergalhão de aço.
Nilson Ferreira de Almeida, que cumpria pena por roubo, alegou legítima defesa e disse que a arma pertencia a Cadu. Ele teve apenas duas lesões na mão. O delegado Anderson Pimentel diz ter sido informado que Cadu e Almeida "já tinham animosidade pretérita" no presídio.
O Núcleo de Custódia é uma unidade de segurança máxima dentro da Penitenciária Odenir Guimarães. Nela, os presos ficam em celas individuais, mas se encontram no banho de sol. Um bilhete, que a polícia diz acreditar ter sido escrito por Cadu, foi encontrado e está sendo analisado.
Após matar Glauco e Raoni, Cadu foi preso, mas, em 2011, foi considerado esquizofrênico e declarado inimputável pela Justiça. Ele voltou a ser preso por receptação, porte de arma de fogo e dois latrocínios cometidos em Goiânia, que vitimaram o estudante Matheus Pinheiro de Morais e o agente penitenciário Marcos Vinícius Lemes d'Abadia. No ano passado, foi condenado a 61 anos de prisão. A Secretaria de Segurança informou apenas que "o detento era amparado por todas as proteções garantidas pela Constituição". O advogado de Cadu não foi localizado.
GLAUCO
Nascido em Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá), Glauco começou a publicar suas tirinhas no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto, no início dos anos 70. Em 1977, começou a publicar na Folha de S. Paulo de maneira esporádica. A colaboração virou regular a partir de 1985.


