Agência Estado
De Salvador
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender ontem, em Salvador, a antecipação de alguns pontos da reforma judiciária, que se encontra na Câmara dos Deputados, para que se possa punir imediatamente juízes e desembargadores envolvidos em crimes. A gota d’água para uma tomada rápida de posição foi o assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, que denunciou 14 juízes de Mato Grosso por irregularidades.
Na opinião de ACM, ‘‘a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Judiciário já provou que há barbaridades e crimes na Justiça brasileira; agora é hora da ação’’. Ele acha que, se for esperar a reforma, vai demorar muito para se punir os ‘‘descalabros’’ do Judiciário. Um dos pontos que o senador quer apressar é a instalação e o funcionamento de um conselho permanente, na Comissão de Justiça e Cidadania do Congresso, com poderes de fiscalizar e punir com celeridade as irregularidades. Ele repetiu: ‘‘Há uma máfia na Justiça brasileira: agora, foi a do Mato Grosso, mas existem outras máfias no Brasil inteiro e não se tomam providências.’’ Ele acha que o caso de Amaral não pode ser motivo para o adiamento dos trabalhos da CPI do Judiciário, cujo encerramento está marcado para o dia 5.
Segundo ACM, é possível apurar em poucos dias o crime do Mato Grosso e encaminhar para o Ministério Público (MP) oferecer a denúncia. Ele pediu empenho ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e à Polícia Federal (PF) no esclarecimento do caso o mais rápido possível.
‘‘Chegou a hora de o Congresso entrar nessa luta’’, declarou, argumentando que, se a Justiça, a PF e o Congresso não chegarem a uma conclusão sobre o crime de Amaral, ‘‘deve-se, pelo menos, denunciar o que está se passando na Justiça brasileira e principalmente do Mato Grosso’’.

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