Assassinato em academia pode ter sido por droga
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de março de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Carlos Augusto Batista dos Santos, 26 anos, morto na noite de anteontem em uma academia no Butantã, zona oeste de São Paulo, teria envolvimento com drogas. Os autores do crime podem ser traficantes rivais.
A princípio, suspeitava-se que ele era um policial, hipótese negada posteriormente pela Polícia Civil.
O rapaz, morador da favela San Remo, no Jaguaré, também zona oeste, tinha entre os documentos um crachá da USP. No entanto, a polícia não tem detalhes sobre a profissão dele. Nenhum parente de Santos foi à delegacia para obter informações sobre a morte.
Com ele foi encontrada ainda uma foto de um rapaz conhecido como Fanta, que comandava o tráfico na favela San Remo e foi assassinado há cerca de um mês.
Também encontramos um santinho distribuído em missa com o nome do traficante, disse Walder Tabash, chefe dos investigadores do 51º DP (Butantã). Ele deveria ter alguma ligação com o Fanta.
Por volta das 20h30, dois homens armados com uma pistola 380 invadiram a academia de ginástica Apolo, na avenida Corifeu de Azevedo Marques, 1.230. Um terceiro rapaz aguardou na porta.
A dupla, com capacetes, luvas e roupa de couro, gritou se identificando como polícia e seguiu em direção a Santos. Eles foram direto no rapaz. Já estavam de olho nele, disse o chefe dos investigadores.
Os assassinos dispararam 12 vezes contra o rapaz, e fugiram. Policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) também foram acionados para auxiliar nas investigações.
Durante a invasão, funcionários e clientes da academia entraram em pânico. Rita de Cássia Aparecida Silva Pereira, 25, tentou fugir pela janela.
Ela subiu no telhado da academia para pular na casa vizinha. No entanto, a telha quebrou e ela caiu de uma altura de cerca de 5 metros. Segundo a polícia, Rita se feriu, foi socorrida e não corre risco de vida.


