Curitiba – Há exatos sete anos, uma mala contendo o corpo de Rachel Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, foi encontrada na Rodoferroviária de Curitiba, com sinais de estrangulamento e espancamento. A criança tinha sido vista pela última vez dois dias antes, ao sair da escola pública onde estudava, no centro da cidade. Desde então, mais de 200 exames de DNA com o perfil genético da garota foram feitos, na tentativa de se encontrar o autor do crime, que segue sem solução.
Para lembrar a data e, ao mesmo tempo, cobrar uma resposta das autoridades em relação às mortes de Rachel e de outras tantas meninas e mulheres no Paraná, um grupo de organizações feministas realiza um protesto hoje, a partir das 15 horas. A expectativa é contar com a participação de familiares e amigos da jovem. A concentração acontece na Praça Rui Barbosa, onde ela deveria pegar o ônibus de volta para casa. De lá, as manifestantes pretendem seguir, vestidas de preto, em direção ao local do desfecho do assassinato, pela Rua 24 de Maio e a Avenida 7 de Setembro, com tambores em um toque fúnebre. Até as 19 horas, haverá oficina de cartazes, discursos em caminhão de som e panfletagem.
De acordo com Marici Seles, membro da Rede de Mulheres Negras e da Marcha Mundial de Mulheres, o objetivo é pressionar o poder público para que implemente políticas capazes de prevenir e combater esse tipo de ocorrência. "Não aguentamos mais ver mulheres sendo mortas, violentadas, espancadas e estupradas. O nosso Estado está em terceiro lugar em homicídios contra as mulheres, segundo o Mapa da Violência de 2012. Isso sem contar as inúmeras vitimas que não entram nas estatísticas", afirmou.
Procuradas pela FOLHA, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) e a Polícia Civil do Paraná informaram, por meio de nota, que não estão poupando esforços para solucionar o caso, mas que não poderiam divulgar mais informações "em razão das diligências que estão acontecendo, do tipo de crime e da idade da vítima". As investigações são conduzidas pelo delegado Marcelo Lemos. O processo possui oito volumes e mais de 2,5 mil páginas. (M.F.R.)

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