Assassinato de prefeito não foi crime político
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O DHPP (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) descartou ontem a possibilidade do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos (PT), o Toninho, ter sido vítima de crime político.
A polícia sustenta a hipótese de crime comum a partir de uma relação entre três episódios, todos com suposta participação da quadrilha de Wanderson Newton de Paula Lima, o Andinho.
Dois confrontos balísticos positivos, a imagem de câmera de TV de um supermercado e o exame de um pigmento de tinta no Vectra prata usado pela quadrilha, são as evidências com que a polícia acredita ter praticamente esclarecido o caso. Tudo indica ser um crime comum, disse Domingos Paulo Neto, diretor do DHPP.
A polícia tenta explicar o assassinato de Toninho fazendo ligações entre três crimes: a tentativa de roubo de um Vectra verde, a morte do prefeito e o sequestro do garoto E.R., 9, quatro dias depois.
Cartuchos de pistola de 9 mm encontrados no local da morte do prefeito, no dia 10 de setembro, e no local do sequestro do garoto, partiram da mesma arma. Outro resultado: cartuchos de calibre 45 encontrados no local de tentativa de roubo de um Vectra verde, no mesmo dia 10, a 2 km do local onde o prefeito foi morto, e no local do sequestro do garoto também partiram da mesma arma. Ou seja: a quadrilha de Andinho, que confessou ter participado do sequestro do garoto, teria usado as mesmas armas nos três crimes.
Exame do Instituto de Criminalística também identificou que um microponto de tinta encontrado no Vectra prata é do Vectra que escapou da quadrilha.


