Londres, 02 (AE-REUTERS) - A indústria do "turismo dos gorilas" de Uganda deverá ser abalada pelo sequestro e assassinato de oito ocidentais, previu hoje (02) Jillian Miller, diretora da Fundação dos Gorilas Dian Fossey, com sede em Londres.
Segundo Jillian, o dinheiro que os entusiastas pela vida selvagem levam a Uganda é vital para a economia local e a preservação dos gorilas da montanha.
"Esse incidente deverá prejudicar a vinda de turistas que querem ver os gorilas de Uganda", disse Jillian à TV Reuters. "Escolas e clínicas estão sendo fundadas com a receita do turismo."
Segundo ela, as comunidades locais, próximas aos parques turísticos, vivem desse dinheiro e o efeito do incidente deverá ser devastador.
De acordo com Jillian, essas comunidades vivem com base em programas de conservação, criados para assegurar que a população local não perturbe os gorilas ao procurar comida nos parques. "Agora há o risco de os moradores locais entrarem nos parques em busca de carne de antílope ou de bambus."
Jillian disse que os turistas vão a Uganda atraídos pelos 320 gorilas das montanhas que ainda vivem no Parque de Bwindi, conhecido como a Floresta Impenetrável, acreditando que lá estarão seguros.
Contudo, a indústria turística de Uganda vem sendo constantemente ameaçada pelos ataques dos rebeldes ruandeses, movimentos guerrilheiros ugandenses e a guerra civil na vizinha República Democrática do Congo (ex-Zaire).
Em agosto, os rebeldes sequestraram quatro turistas estrangeiros e quatro guias congoleses. Dias depois, libertaram um canadense e todos os guias. Os três outros turistas - dois suecos e um neozelandês - nunca mais apareceram.

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