Assassinato de celebridade choca Grã-Bretanha
Londres, 26 (AE-AP) - A apresentadora da televisão estatal britânica BBC Jill Dando, de 37 anos, foi morta com um tiro na cabeça na manhã desta segunda-feira (26) diante da porta de sua casa, no bairro de Fulham, em Londres.
Uma das mais populares e talentosas figuras da emissora, ela recebia um dos mais altos salários do país. Era admirada ainda por sua simpatia, beleza e elegância.
Um vizinho escutou seus gritos e viu um homem branco e bem vestido, com cerca de 40 anos, correndo do local. A agressão a desfigurou tanto que os policiais que a socorreram não conseguiram concluir de imediato se ela havia sido esfaqueada ou levado um tiro. Ela morreu a caminho do hospital.
"Corri para a porta e a vi caída na entrada da casa, completamente inconsciente e coberta de sangue", disse o vizinho Richard Hughes, que viu o suposto assassino fugindo.
A polícia suspeita que o atacante seja um admirador desequilibrado. No ano passado, ela havia revelado a amigos que um homem a seguia e lhe havia mandado uma carta ameaçadora depois que ela apareceu em uma revista ao lado do noivo, um ginecologista com quem ia casar-se em setembro. O inspetor-chefe da Polícia, Hamish Campbell, disse, porém, que ainda é muito cedo para estabelecer os motivos do crime.
Jill Dando ficou famosa por apresentar o programa mensal Crimewatch UK, que reconstitui crimes não resolvidos e pede a colaboração dos telespectadores que tenham informações para localizar os criminosos. No último deles, ela pediu o apoio da população para a solução do ataque à bomba realizado por um grupo racista no dia 17, em Londres.
Jill Dando também era uma das âncoras do noticiário noturno da BBC, até março apresentou um programa de grande audiência sobre viagens e está na capa desta semana da Radio Times, revista de programação de Rádio e TV da emissora.
"É difícil acreditar nessa tragédia horrível. Todos conhecíamos Jill e a adorávamos. É uma perda terrível", disse o diretor-geral da BBC, Sir John Birt.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, também demonstrou consternação após ouvir a notícia e descreveu a apresentadora como uma pessoa "totalmente charmosa e altamente talentosa". O secretário do Interior, Jack Straw, destacou seu papel na luta contra o crime.





