Assassinato de brasileiro vai para galeria dos insolúveis De Renan Antunes de Oliveira
Nova York, 18 (AE) - O Departamento de Informações Públicas da Polícia de Nova York anunciou hoje (18) que o caso do assassinato do brasileiro Gilson Dias, ocorrido em 3 de agosto, passará a ser investigado por um grupo especializado em crimes de difícil solução - 75 dias depois de ocorrido, a 19º delegacia, inicialmente encarregada das investigações, não tem nenhuma pista quente.
Segundo um porta-voz da polícia, as estatísticas indicam que se um caso não é resolvido em 48 horas, pode ficar adormecido por meses ou até anos. A NYPD resolve 84 por cento dos assassinatos, dados de 1997.
O chamado "Cold Squad" cuida dos casos sem solução. A prioridade varia de acordo com o destaque na imprensa americana.
No momento, a polícia tenta resolver dois mistérios de intenso apelo popular - o desaparecimento de uma milionária, presumivelmente assassinada por seus locatários, e o sumiço de um casal de intelectuais, provavelmente assassinado pelo locador.
Este é o segundo caso envolvendo brasileiros na galeria dos insolúveis. O outro é o da jogger brasileira Maria Isabel, assassinada no Central Park em 1995.
Dias, de 37 anos, foi encontrado morto por estrangulamento no apartamento em que vivia, na Rua 78, no Upper East Side. A imprensa americana não noticiou o crime.
O brasileiro era entregador de pizzas. Natural de Bocaiúva (MG), Dias estava nos Estados Unidos desde 1996. Seu corpo foi descoberto no chão do quarto. O assassino usou uma camiseta para enforcá-lo. Dias foi visto com vida pela última vez no sábado, 31 de julho, subindo para o apartamento na companhia de um primo e de dois rapazes que eles haviam conhecido numa piscina pública. O primo e os rapazes foram inocentados pela polícia.





