Cuiabá, 15 (AE) - O assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral teria custado R$ 100 mil aos mandantes, segundo fontes da Polícia Federal (PF). O trabalho dos agentes está centrado na busca de provas que incriminem o empresário Josino Guimarães como agenciador da execução do juiz, sequestrado em Várzea Grande - Região Metropolitana de Cuiabá - e encontrado morto em Concepción, na fronteira com o Paraguai. Guimarães está preso como suspeito de agenciar a contratação dos pistoleiros.
"O passo mais importante das investigações é saber onde o juiz foi morto para que seja feito o enquadramento do crime", comentou um agente da PF.
O juiz, de acordo com um delegado envolvido nas investigações, pode ter sido atraído para uma armadilha pela própria assessora, Beatriz Arias. A polícia descobriu, no rastreamento do celular de Amaral, que as últimas ligações recebidas por ele foram feitas do telefone de Beatriz, de dentro do taxi, já apreendido, no qual também estava o homem do retrato falado, identificado como Sebastião Marcos Peralta, tio da assessora. A última ligação teria sido feita por volta das 21 horas do dia 3, quando Amaral desapareceu.
Segundo agentes da polícia, os mandantes teriam mobilizado um batalhão na operação de captura e assassinato do juiz. As investigações, agora, buscam é as provas que incriminam os suspeitos que, por sua vez, serão processados pelo assassinato.
Depois de concluir que o juiz foi sequestrado, os policiais foram checar os planos de vôo do Aeroporto Marechal Rondon e descobriram que no dia 4, às 5h40, o bimotor Sêneca, prefixo PT VEM, decolou para a Fazenda Liberdade, na região de Cáceres (MT), que pertenceu a Guimarães.Às 19h40, saiu outro vôo - do bimotor PT LLN - para o mesmo destino. "Isso não significa que o juiz tenha sido levado por este caminho", explicou um agente. Segundo um piloto de avião, todos os planos de vôo que saem em direção à região pantaneira constam como rota a Fazenda Liberdade.

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