Assassinato de agente gera protestos na Capital
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quinta-feira, 06 de janeiro de 2011
Fábio Galão <Br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - Presídios da região de Curitiba funcionaram ontem em sistema diferenciado, em razão do assassinato do agente penitenciário Carlos Alberto Pereira, 52 anos, morto no final anteontem no bairro Fazendinha.
Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários, ontem unidades prisionais da região estavam sem movimentação, ou seja, não estavam sendo realizados banhos de sol dos presos, transferências, entre outros procedimentos. Foram prestados apenas serviços essenciais, como segurança, cumprimento de alvarás de soltura e escolta de detentos que precisavam de atendimento médico. A Secretaria de Estado da Justiça não se pronunciou sobre o assunto.
''A comoção tomou conta dos agentes e por isso ocorreram essas mudanças hoje (ontem)'', disse o vice-presidente do sindicato, Antony Johnson. Centenas de agentes compareceram ao velório e ao enterro, no Cemitério Jardim da Saudade, na Cidade Industrial.
De acordo com relatos, Pereira, que trabalhava na Colônia Penal Agrícola, estava em frente à sua casa, no bairro Fazendinha, pintando o portão. O assassino teria chegado em um carro, parado na esquina e efetuado os disparos que mataram o agente. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.
Os agentes protestaram pedindo mais segurança. Eles enfatizaram que, no Paraná, a categoria não tem autorização para portar armas. ''Estamos à margem da lei. O governo anterior não quis nem saber de negociar. Esperamos que a nova administração esteja disposta a conversar'', afirmou Johnson. Segundo o sindicalista, não havia informações de que Pereira tinha inimizades, mas a natureza do serviço oferece riscos.
''Ele (Pereira) havia sido chefe de segurança do presídio do Ahú. De repente, algum preso não gostou de alguma atitude dele e ficou o rancor. Por isso pedimos o porte de arma. Se o bandido souber que o agente pode estar armado, vai pensar duas vezes'', argumentou Johnson.


