Assaltos podem ter relação com resgate de Beira-Mar
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Das agências 
Rio - A polícia investiga se o assalto a mais um carro-forte no Rio, ontem de manhã, pode estar ligado ao plano de resgate do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Entre 15 e 20 homens armados de fuzis levaram um malote de R$ 65 mil da empresa Brinks e atiraram nos vigilantes, no bairro Jacaré.
O modo como eles agiram foi semelhante ao da quadrilha que, armada de fuzis e granadas, roubou R$ 1 milhão de dois carros-fortes da Protege no sul do Estado, no início do mês.
Homens fortemente armados surpreenderam um dos vigilantes na calçada da Rua Lino Teixeira, no Jacaré, quando ele levava um malote do carro-forte à agência da Caixa Econômica Federal. Houve tiroteio. Três vigilantes foram levados para o hospital, um deles em estado grave. Uma funcionária da CEF e um dos bandidos também foram atingidos por disparos e estão em observação.
O caso deixou em alerta a Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Secretaria de Segurança Pública do RJ, que procura um guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) supostamente escondido numa favela da zona norte do Rio, a fim de angariar recursos (cerca de R$ 2 milhões) e pessoal para tirar Beira-Mar da cadeia.
O órgão recebeu a informação sobre a suposta presença do colombiano no fim de outubro. Ele teria treinamento para fazer resgates.
Bombas - Durante uma vistoria de rotina na Casa de Custódia Bangu 5, no complexo penitenciário de Bangu (zona oeste do Rio), a PM (Polícia Militar) encontrou oito bombas de fabricação caseira, na última sexta-feira.
Os explosivos foram confeccionados com dinamite e estavam escondidos na tubulação de esgoto da casa de custódia. Para a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio, as bombas seriam usados em uma tentativa de fuga.
Na casa de custódia há cerca de 500 detentos à espera de julgamento. Todos eles são vinculados à facção criminosa CV (Comando Vermelho).


