Assaltos a bancos aumentam 50% este ano no Paraná
Londrina O número de assaltos a agências e postos bancários no Paraná cresceram 50% no primeiro semestre deste ano. Enquanto em 2013 aconteceram 16 roubos, este ano, faltando ainda mais de um mês para o fim do semestre, já foram registrados 24. Os números são do Sindicato dos Vigilantes do Paraná.
O último aconteceu na manhã de ontem em uma agência do Itaú na PR-445, no Jardim Silvino, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). Foi a terceira vez que o banco foi atacado este ano. Em março e abril, bandidos usaram dinamites para explodir os caixas eletrônicos.
De acordo com a Polícia Militar, três homens armados invadiram ontem de manhã o autoatendimento e roubaram um saco com R$ 200 em moedas. Eles renderam os dois vigias e em seguida a gerente da agência. Os bandidos a obrigaram a levá-los até o cofre, que não foi aberto em virtude do sistema programado. Os assaltantes roubaram os revólveres dos vigilantes e fugiram a pé até uma rua próxima, onde deixaram um veículo estacionado. Usando uma marreta, os homens quebraram uma porta de vidro que separa o autoatendimento da agência. A polícia fez diligências durante todo o dia na região, mas não conseguiu localizar os criminosos. O banco não abriu para atendimento ontem.
Para João Santos, presidente do Sindicato dos Vigilantes do Paraná, a impunidade e a segurança frágil das agências bancárias contribuem para este crescimento. "Há uma demora na chegada da polícia ao local dos crimes e, sobretudo, nos pequenos municípios há pouquíssimos policiais e isso dá tempo aos bandidos para praticar os roubos, que são mais demorados que um arrombamento ou uma explosão", afirmou. "Os bancos estão preocupados com a segurança do dinheiro e não das pessoas. As agências deveriam ter câmeras com transmissão em tempo real e boa resolução e fachadas blindadas. Existe uma necessidade de mais investimento em segurança,"
Ainda de acordo com números do Sindicato, nos cinco meses deste ano foram computados 67 explosões contra 72 no primeiro semestre do ano passado, 43 arrobamentos, 13 a mais que em 2013, uma saidinha de banco contra seis, além de um assalto a carro-forte. Em abril, um policial militar, que estava na fila do Banco Popular em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), reagiu a um assalto e foi morto pelos bandidos.
"Os ataques com explosivos estão estabilizados em virtude de um controle maior da comercialização por parte do Exército em razão da Copa do Mundo, mas a tendência são os números aumentarem depois", ressaltou Santos.
Os constantes atos criminosos contra a agência do Itaú em Cambé traz preocupação a clientes e comerciantes da região. "Dá medo realmente. Em duas oportunidades eu já presenciei roubos a banco quando estava na fila", apontou o servidor público Vilson dos Santos, de 52 anos.
O Banco Itaú informou que mantém uma central de monitoramento 24 horas por dia em "que acompanha o movimento das agências para garantir a segurança de clientes, colaboradores e das comunidades".





