Assalto a banco termina com 2 bandidos mortos e 4 presos
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sexta-feira, 09 de maio de 2003
Agência Estado 
Belém - A capital paraense enfrentou ontem uma onda de assaltos, além de boatos e trotes telefônicos capazes de deixar atônitas as Polícias Civil e Militar. O assalto a uma agência do Banco do Brasil, pela manhã, terminou com dois bandidos mortos e quatro presos. Na fuga eles entraram em uma loja de celulares e fizeram reféns, libertados por volta das 15h.
Carros da polícia foram para as ruas e avenidas do centro de Belém como a população nunca havia visto. Temendo assaltos, dezenas de lojas do centro comercial fecharam. Escolas suspenderam as aulas e universidades não funcionaram, nem mesmo no período noturno.
A agência do Banco do Estado do Pará (Banpará) na avenida Senador Lemos e um carro-forte do Banco Central foram assaltados por homens armados que nada tinham a ver com o assalto ao Banco do Brasil. Perseguidos por viaturas da PM, os assaltantes abandonaram o carro-forte no bairro de Nazaré após trocarem tiros com os policiais. Ninguém foi preso.
Um outro assalto, ao Banco do Pará localizado no prédio do Tribunal de Justiça, segundo a segurança do próprio banco, ''não aconteceu''. Mas um cliente desmentiu, afirmando que os bandidos haviam levado R$ 13 mil.
Por volta das 15h, o líder dos assaltantes do Banco do Brasil, Darlan Assunção Rodrigues, de 19 anos, e o assaltante Hilton Aloísio Monteiro Assunção, de 22, libertaram os quatro reféns da loja de celulares e se entregaram à polícia. Darlan, condenado a 20 anos de prisão por homicídio, é foragido da Penitenciária de Americano, em Santa Isabel, município da área metropolitana de Belém.
Um assaltante se refugiou dentro de um ônibus. Armado, provocou pânico entre os 38 passageiros, mas acabou morto a tiros por policiais militares. Ele fazia parte do grupo que roubou R$ 730 mil do Banco do Brasil.
Em nota divulgada à noite, o secretário de Defesa Social do Pará, Manoel Santino do Nascimento Júnior, negou que as agências do Banco Central e Banpará tenham sido assaltadas. Santino disse que as pessoas que passaram as informações sobre os dois assaltos podem ter agido para ''confundir a polícia'', que estava voltada para o combate aos seis bandidos que roubaram o Banco do Brasil.


