Assalto a banco resulta em morte e reféns
Israel Reinstein
De Bocaiúva do Sul
Uma tentativa de assalto a uma agência do Banestado em Bocaiúva do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, resultou na morte de um dos criminosos e no sequestro de três pessoas, entre elas duas crianças, que moravam em uma casa perto do banco, invadida durante a fuga. O morto foi o assaltante João Luiz Oliveira, 35 anos, foragido da cadeia de Pinhão (cerca de 300 quilômetros a sudoeste de Curitiba). Até às 21h30, eram mantidos como reféns as crianças Viviane Santos Piovesan (13) e Suziane Santos Piovesan (10), junto com a empregada doméstica Elvira (a polícia não sabia informar o sobrenome).
Por volta das 15 horas, quatro assaltantes entraram na agência, deram uma coronhada no policial que estava de guarda e tentaram roubar R$ 12 mil. Eles foram surpreendidos pelo policial Emerson, que fazia ronda na região e notou a movimentação estranha. Houve troca de tiros na qual morreu Oliveira e também ficou baleado no braço outro integrante do grupo, Luciano Cordeiro.
O policial chamou reforços e os invasores tentaram fugir em um carro Gol. No entanto, no molho tomado de um dos clientes do banco havia várias chaves e os bandidos acabaram quebrando uma delas na ignição. Decidiram, então, fugir a pé e cruzaram um milharal. Acabaram invadindo a casa de Luiz Hamilton Piovesan, genro de Hilton Santos, que é dono de uma rede de supermercados da região.
Na casa estavam as crianças e a empregada, que foram tomadas como reféns. Policiais militares cercaram a residência. O grupo tentou fugir em um carro Voyage que estava na garagem da casa, mas a polícia trancou o caminho com uma viatura e eles decidiram ficar. Por volta das 19 horas houve nova ameaça de fuga com os reféns sendo obrigados a cobrir os vidros com jornal. Todos os reféns estavam com armas apontadas sobre as cabeças. Os assaltantes chegaram a avançar com o carro em direção ao cerco policial, mas recuaram novamente.
Às 20 horas, o prefeito de Bocaiúva, Élcio Berti, anunciou que os bandidos estavam prestes a se render. Pouco antes havia chegado ao local o Grupo Anti-sequestro. O advogado Amídio Marques passou a negociar em favor dos assaltantes, enquanto o outro advogado Luiz Roberto Biora representava a família e tentava trocar as crianças por adultos. Ao contrário do que havia anunciado o prefeito, a proposta não foi aceita, os ladrões continuaram com as crianças e não se renderam.
Uma equipe da Copel desligou as luzes da casa também por volta das 20 horas, como forma de pressão e começou a instalar holofotes para iluminação externa, a pedido da polícia. Às 20h10, houve muita agitação no interior da residência, com os ladrões gritando que iriam começar a matar os reféns. Vai morrer todo mundo, gritavam.
Até as 21h30 as negociações prosseguiam e a casa estava cercada por um grupo de aproximadamente 80 policiais do Batalhão de Choque, Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone).Um dos assaltantes morreu em troca de tiros com policial; os demais conseguiram fugir e entrar numa casa próxima à agência
Albari RosaTENSÃOPoliciais e o Grupo Anti-sequestro cercaram a casa de Luiz Hamilton e Sônia Piovesan e tentavam negociar a libertação das reféns





