Assaltantes simulam blitz e levam 71 malotes com cheques
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Uma quadrilha composta por pelo menos 15 pessoas assaltou um carro contendo 71 malotes com milhares de cheques e documentos de diversas agências bancárias de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. Os assaltantes, que utilizaram uniformes da Polícia Federal para simular uma blitz, conseguiram fugir depois de abandonar dois carros roubados e ferir um taxista.
O assalto aconteceu no início da noite de anteontem, na Rodovia das Cataratas, via que dá acesso ao Parque Nacional do Iguaçu e ao Aeroporto Internacional de Foz. Dois carros da empresa de segurança V.Weiss e Cia Ltda, firma contratada para levar os malotes das agências até o avião (de onde são levados para Curitiba), foram interceptados por duas peruas (uma Blazer e uma Quantum), ambas roubadas e com placas frias.
Sobre os carros estavam colados adesivos imitando logomarcas da PF e dois giroflex (luzes usadas em veículos durante operações policiais). Usando coletes falsos, eles bloquearam a passagem do Gol, carro usado como escolta onde estavam três seguranças, e da Saveiro, onde outras duas pessoas cuidavam dos malotes.
Segundo o gerente da empresa, Aldair Moacir Machado, depois de render os funcionários e algemá-los, os assaltantes fugiram por uma estrada secundária. Junto com os malotes, eles levaram dois funcionários e os abandonaram mais a frente junto com a Saveiro. No caminho, os bandidos atiraram em um taxista, pensando que ele os seguia.
Aldair Machado frisou que a empresa jamais carrega dinheiro e disse desconhecer os valores e a quantidade de cheques contidos nos malotes. Estes mesmos cheques não poderiam ser usados por terceiros, pois já tinham os carimbos das agências.
O delegado do 3º Distrito de Foz, David Passerino, adiantou que será realizada uma perícia nos quatro veículos e não descartou a hipótese de paraguaios estarem envolvidos no caso. A dúvida fica por conta do motivo que levou uma quadrilha tão grande a roubar apenas documentos. Ou eles estavam mal informados ou estavam procurando algo específico.
O taxista, que não teve o nome divulgado pela polícia, levou um tiro de raspão na nuca e não corre risco.


