Assaltantes sequestram e dopam jornalista
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segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Uma mulher raptada na zona Sul de São Paulo acabou sendo dopada pelos sequestradores. Por quase dois dias, o grupo deu calmantes para a vítima perder o sentido e não identificar para onde foi levada. A jornalista Sandra Bird Pirajá, de 34 anos, foi encontrada com sinais de perda de consciência e forte tontura, no final da noite deste sábado, na rua Sílvia, na Bela Vista, região central da capital paulista, por policiais militares. Ela havia sido sequestrada na noite de sexta-feira por dois homens e uma mulher enquanto estava sacando dinheiro num caixa eletrônico do Bradesco, próximo ao Shopping Ibirapuera, na zona Sul de São Paulo.
Sandra estava a pé e ao sair do caixa foi rendida pelos homens e encapuzada pela mulher. Logo em seguida, a jornalista foi colocada num carro. Ela não soube explicar para onde foi levada, mas durante todo este tempo, Sandra foi dopada com calmantes dados pelos sequestradores, dentre eles, o remédio Lexotan, de forte atuação no sistema nervoso, de acordo com os médicos que atenderam a vítima. Isso dificultou ainda mais à vítima identificar o local para onde foi levada e os sequestradores.
A família de Sandra, que mora no Rio de Janeiro e estava em São Paulo a trabalho, deu queixa de desaparecimento na polícia, que começou a investigar o caso. Os sequestradores não entraram em contato com os familiares, mas todo o saldo bancário da jornalista foi retirado pelo grupo, que fazia vários saques em diversos caixas-eletrônicos da Zona Sul de São Paulo.
No final da noite de sábado, ao perceber os policiais militares, Sandra, que já estava em liberdade, contou aos policiais o que tinha acontecido. Não dá para imaginar que até a pé nós somos vítimas de sequestradores, disse Neli Pirajá, tia de Sandra.


