Assaltantes matam segurança de lotérica
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Ibiporã - Um latrocínio (roubo seguido de morte) chocou Ibiporã (Norte) no final da manhã de ontem. Um segurança de uma lotérica, localizada no Centro da cidade de 48 mil habitantes, foi morto durante um assalto. Dois homens armados entraram na lotérica por volta das 11h30. Valdomiro Delanhol estava sentado na porta quando os assaltantes invadiram o local.
As câmeras de vigilância da lotérica flagraram toda a ação. No momento que os ladrões entram Valdomiro se levanta da cadeira. Ao ser atingido, o vigilante caiu na calçada em frente à lotérica. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), Delanhol levou um tiro no abdômen.
Havia três clientes no estabelecimento no momento do roubo. Eles se jogaram no chão. Os guichês da lotérica são blindados, mas um dos ladrões conseguiu entrar por um espaço entre o guichê e o teto. Os assaltantes levaram uma bolsa, mas não foi divulgado nenhum valor. De acordo com delegado José Arnaldo Peron, ''testemunhas disseram que ladrões fugiram em um Gol branco, mas a placa não foi identificada''.
Como o roubo foi gravado, o delegado acredita que os assaltantes devem ser localizados. ''Estamos contando com ajuda da população para denunciar''. O delegado descartou a possibilidade de serem menores de idade.
Delanhol chegou a ser socorrido pelo Siate e levado ao hospital Cristo Rei em Ibiporã, mas não suportou os ferimentos. De acordo com a família, ele será enterrado hoje em Assaí (Norte), onde viveu a maior parte de sua vida.
Leila Delanhol, filha da vítima, conta que o pai sempre trabalhou como segurança. ''Por mais de 20 anos ele foi vigilante de um banco. Ele se aposentou mas continuou trabalhando, tinha muita saúde e dizia que ficar parado fazia mal'', contou. Para Leila, o pai não reagiu ao assalto. ''Ele nem armado estava'', disse.
Valdomiro era contratado, de acordo com conhecidos, pelo próprio dono da lotérica. Ontem à tarde, o estabelecimento estava fechado. Trabalhadores próximos ao local preferiram não dar entrevistas à FOLHA. Uma mulher apenas disse que ''ao ouvir o barulho'' correu para os fundos.


