RIO, 18 (AE) - O atacante Romário, do Flamengo, foi assaltado na noite de sexta-feira por três homens armados, na Barra da Tijuca (zona oeste), quando ia para o Café do Gol, boate de sua propriedade. Os assaltantes o reconheceram, mas não hesitaram em levar o automóvel Mercedes-Benz do jogador (placa LCS 8230), os documentos do veículo e um telefone celular. Como de costume, Romário não tinha companhia de seguranças e, como estava a 200 metros de sua casa, na Avenida Sernambetiba, ele voltou a pé e seguiu para a delegacia.
Na 16ª Delegacia Policial (Barra da Tijuca), o jogador contou que seu carro foi fechado por um Chevette de cor branca logo após o retorno da pista sentido Recreio dos Bandeirantes, em direção ao início da praia da Barra, onde fica o Café do Gol.
Na altura do Clube Riviera, um dos homens encostou uma pistola no vidro do jogador, que estava fechado, e anunciou o assalto. Segundo o jogador, os homens não foram agressivos nem demonstraram nervosismo.
O jogador foi então para casa e em seguida prestou depoimento ao lado da mulher, Danielle Favatto. Segundo Romário, a ação durou menos de um minuto."Por um instante eu achei que fosse sequestro, mas logo vi que eles só queriam o carro mesmo"
contou o jogador. Ele disse ainda que não teve oportunidade de argumentar com os assaltantes, nem de reagir.
"Mas mesmo se pudesse reagir, eu não tentaria jamais", ressalvou. Hoje Romário treinou normalmente no Fla Barra, campo do Flamengo na Barra da Tijuca, e disse que o episódio serviu para incentivá-lo ainda mais a apoiar campanhas contra a violência, como a que o jogador vem fazendo através de frases impressas em camisetas, as quais são mostradas durante os jogos do Flamengo.
"Eu sei que não vou mudar a questão da violência sozinho, mas também não posso cruzar os braços diante de tudo o que está acontecendo por aí", disse Romário, que descarta a possibilidade de deixar o Rio para fugir da violência. "Eu amo esta cidade", declarou-se. Ele afirmou ainda que pretende continuar andando sem seguranças, embora esse não tenha sido o primeiro caso de assalto em sua família. Há dois meses, a Pajero de Danielle Favatto foi roubada do estacionamento da igreja que ela frequenta, durante um culto. Em 1994, um caso mais grave: o pai do jogador, Edevair Farias, foi sequestrado, quando Romário estava na Espanha devido ao seu contrato com o Barcelona.

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