Doze assaltantes invadiram um prédio em Perdizes (zona oeste da capital), e mantiveram nove reféns, entre 22 horas de anteontem e 6h45 de ontem. Ninguém se feriu. O estudante de engenharia Rodrigo da Cunha, 22 anos, foi o primeiro morador dominado pelos bandidos. Eram 22 horas quando ele saiu do prédio e embarcou no Fiat Palio de Vicente Del Priore, com quem trabalha numa firma de engenharia. Iriam a um bar. Mas, cem metros adiante, na própria Rua Campevas, o carro foi interceptado por dois veículos, dos quais saíram quatro bandidos armados. Um deles entrou no carro de Vicente e obrigou as vítimas a retornar ao prédio. Chegando lá, Rodrigo teve de contar ao porteiro que voltara para buscar alguma coisa. Assim, entrou no edifício, acompanhado pelo bandido, que rendeu o porteiro e abriu o portão, permitindo que outros dois comparsas invadissem o prédio. A garagem foi aberta e dois carros -roubados horas antes em um estacionamento de Pinheiros- invadiram o local.


Após render os jovens que brincavam no andar térreo, a quadrilha passou a aguardar os moradores que chegavam ao prédio. Assim que entravam eram rendidos. Pelo menos 25 pessoas foram feitas reféns.

Acompanhados por reféns, alguns ladrões subiam aos apartamentos, rendiam os demais moradores e recolhiam objetos de valor.

Vinte minutos após o início do assalto, a moradora Suely Batista chegou ao prédio, acompanhada por uma amiga, que estranhou a movimentação no edifício. Quando viu Suely entrar e ser rendida, a amiga avisou a polícia, que logo cercou o edifício.

Sabendo que estavam cercados, os bandidos deixaram a garagem, obrigando parte das vítimas a acompanhá-los. Como havia muitos reféns, alguns foram deixados no subsolo, já livres.

O grupo foi então ao 1º andar, entrou em um dos apartamentos e planejou fugir pulando a janela da varanda. Como ela dava para o interior do prédio, os bandidos preferiram ir a pé até o térreo e tentar pular o muro dos fundos. Dois bandidos conseguiram fugir por ali -um deles foi capturado mais tarde. Os outros desistiram, porque o muro era alto, e voltaram ao apartamento do 1º andar, de onde negociaram a rendição, ocorrida apenas às 6h45.

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