Assaltantes fazem duas reféns no Rio; cerco mobilizou um batalhão da PM
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domingo, 04 de julho de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 05 (AE) - Uma tentativa de assalto a um posto de gasolina mobilizou quase todo o efetivo do 9º Batalhão da Polícia Militar do Rio no cerco a dois assaltantes, hoje pela manhã, em Vila Valqueire, na zona norte da cidade. Para escapar, os assaltantes se refugiaram em um apartamento e mantoveram duas mulheres - mãe e filha - sob a mira de revólveres como reféns por quase três horas. Maria de Lourdes Conceição e sua filha, Maria Carmosina, foram libertadas após negociações conduzidas pelo coronel PM Carlos Alberto Silva e Souza. No início da tarde
os assaltantes se entregaram e foram levados para a 28ª Delegacia Policial.
Segundo a polícia, pouco depois das 8 horas, um Gol branco parou no posto de gasolina na esquina da Estrada Intendente Magalhães com a rua Henrique Mello. Do veículo desceram Antônio Marcelo Spindola de Almeida, de 30 anos, e Cristiano Pereira, de 23, que imediatamente anunciaram o assalto
enquanto um terceiro homem, não-identificado, dava cobertura no carro. Segundo o dono do posto, que não quis se identificar, eles levaram pouco dinheiro (cerca de R$ 200,00), porque o carro-forte já tinha passado e recolhido a féria do fim de semana. Este foi o 15º assalto ao estabelecimento que registra grande movimento pela manhã.
A PM chegou quando os assaltantes ainda estavam no local e foi recebida à bala. Spindola e Pereira entraram no prédio ao lado, imediatamente cercado. O terceiro integrante do grupo fugiu. Apesar de estarem armados (com uma pistola 9 milímetros e um revólver 38) e terem as reféns, os assaltantes pediram para negociar, mas só soltaram as mulheres no início da tarde. Segundo um dos policiais, um cachorro beagle, que estava no apartamento, teria acuado os invasores.
Os assaltantes foram levados para a 28ª DP, de onde Spindola tinha saído em dezembro passado, após cumprir três meses de pena por receptação de veículo roubado. As moradoras contaram que não foram maltratados, mas Maria Conceição teve que ser medicada no Hospital Carlos Chagas, com crise nervosa. O soldado Antônio José Leandro da Silva também se feriu no cerco, ao tentar pular o muro do prédio. Após ser atendido ele foi liberado.


