São Paulo, 13 (AE) - O assaltante de bancos Edilson Inácio da Conceição, de 32 anos, tentou derrubar a tiros de fuzil de fabricação norte-americana, calibre 223, o helicóptero da Polícia Civil que sobrevoava a agência do Banco Real na Rua Silva Bueno, Ipiranga, assaltada por ele e outros nove ladrões.
O helicóptero estava a 50 metros do solo e a habilidade do investigador Nelson de Lima impediu que o assaltante tivesse sucesso. Do helicóptero, também com um fuzil calibre 223, o policial acertou um tiro na coxa direita de Conceição. O assaltante caiu, jogou o fuzil, levantou os braços e pediu para não ser morto.
O assalto ocorreu pouco depois das 13 horas. O alarme do banco foi acionado e investigadores da Delegacia de Roubos a Bancos e do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) foram para a Silva Bueno. Ao mesmo tempo, o helicóptero da Polícia Civil era acionado. O delegado Roberto Bayerlein, que pilotava o helicóptero, passou a sobrevoar o prédio do banco.
Conceição assim que deixou a agência bancária, viu o helicóptero e tirou a arma de uma sacola. Da calçada apontou e deu seguidos tiros na direção do aparelho.
O delegado declarou que tentou tirar o helicóptero da mira de tiro do assaltante de bancos. Ao perceber que poderiam ser atingidos, posicionou o helicóptero de tal modo que o investigador pudesse atirar.
Com treinamento na Swat e habilidoso com fuzis e metralhadoras, o policial acertou o ladrão com o primeiro tiro. Sua preocupação era não acertar as pessoas que estavam na calçada.
Os policiais civis que chegaram em diversos carros saíram a procura dos outros assaltantes que tinham roubado R$ 15 mil e na fuga deixaram duas pistolas automáticas calibre 45 e uma submetralhadora. O fuzil usado por Conceição na tentativa de derrubar o helicóptero é Remington.
O delegado Ruy Ferraz Fontes, de Roubos a Bancos, disse estar impressionado com o armamento dos assaltantes de bancos e traficantes. Conceição alegou ter recebido a arma de outro ladrão.

mockup