Assaltante resgata namorada em DP de SP
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quarta-feira, 29 de setembro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paul, 30 (AE) - O assaltante de bancos Pedro Sérgio da Silva, de 32 anos, invadiu na madrugada de hoje o 62.º Distrito Policial, no Jardim Popular, em Itaquera, zona leste de São Paulo, e libertou a namorada, a professora Luciana Etelvina Judica, de 29, presa por assalto.
Silva e um cúmplice desarmaram o delegado Murilo Fonseca Roque, o investigador Elizeu Chence e o escrivão Junio César da Silva. Os três foram trancados numa cela. Também fugiu a traficante Jucélia Aparecida Simão, de 33 anos, que estava no mesmo xadrez de Luciana. As outras 56 detentas só não foram libertadas porque o assaltante de bancos ficou com receio da chegada de policiais militares. "Soltei a Lu, mas o plano não deu certo porque ela nem tomou gosto pela liberdade", afirmou o ladrão.
Silva tinha planejado o resgate havia alguns dias. Ao deixar a delegacia, levou a namorada para o Motel Romance, na Avenida São Miguel, 3.551. "A gente ia ficar lá por um bom tempo." Quando os policiais invadiram o apartamento, Silva levantou os braços e pediu para não ser morto. Luciana foi encontrada embaixo da cama. Ela estava presa desde o dia 22.
Policiais da 2.ª Delegacia da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio a localizaram em um estacionamento da Rua 13 de Maio, na Bela Vista, região central. Silva, condenado a 16 anos de prisão por roubo de banco, carga e carros, fugiu. Ele estava em liberdade desde julho do ano passado, quando escapou da Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. No dia em que Luciana foi presa, o casal tinha assaltado o escritório da Construtora Aspecto, no Paraíso, zona sul, e roubado dinheiro e cheques. Luciana e Silva são acusados do roubo ao restaurante Lanterna, na Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, zona oeste.
Espera - O ladrão convidou dois amigos para o resgate e "eles toparam". No começo da madrugada, Silva entrou no distrito, sentou no banco de espera e disse que pretendia apresentar queixa de roubo. "Havia policiais civis e militares e tive de esperar."
Quando seis PMs e quatro investigadores da ronda da Seccional de Itaquera saíram, ele foi chamar o cúmplice. Silva desarmou o delegado e o investigador. Seu colega dominou o escrivão. "Falei que matava quem reagisse e todos obedeceram", afirmou o ladrão. Para a fuga, Silva usou um Santana Quantum roubado. Na Rua Buturuçu, próximo do motel, ele jogou duas chaves com a identificação xadrez 1 e 2. As chaves foram encontradas e entregues aos policiais, que decidiram procurar os dois no motel e tiveram sucesso."Já identificamos o outro e vamos prendê-lo", prometeu o delegado Marco Antônio Novaes de Paula Santos, da seccional.


