Assaltante mata empresário e foge sem levar nada
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Natalie Antar, especial para a AE 
São Paulo, 01 (AE) - Eram 22 horas de domingo quando o empresário Eduardo Skerlak, de 27 anos, conversava tranquilamente, dentro de sua caminhonete S-10, com a namorada, Flávia Regina Manzano Soares, de 25 anos. Os dois estavam parados na Praça City Boaçava, no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital. De repente, o diálogo foi interrompido por um assaltante que, armado com um revólver, disse ao motorista: "Vai passando, vai passando". Antes mesmo de qualquer reação, ele efetuou um disparo que atingiu em cheio o rosto do empresário. Socorrido no Pronto-Socorro da Lapa, Skerlak morreu ao dar entrada.
Desesperada, no momento do tiro, Flávia abaixou-se no interior do veículo. Logo após, ela percebeu que seu namorado tinha sido atingido e começou a gritar por socorro. Dois vigias que passavam na praça foram ajudar a socorrer a vítima. O assaltante fugiu sem levar nada. Na caminhonete, o sangue e a janela quebrada, do lado do motorista, relatavam o crime. Investigação - O caso está sendo investigado pelos policiais do 14.º Distrito Policial, em Pinheiros. O próprio delegado-titular, João Batista Araújo, é que está comandando o inquérito. Até o fim da tarde de hoje, não havia pistas do assassino. A polícia está tentando localizar o assaltante pelas descrições físicas. Ele é branco, magro, tem aproximadamente 20 anos, e cabelos castanho- escuros, curtos e encaracolados.
A namorada do empresário foi orientada a comparecer ao Departamento de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Depatri) para tentar fazer um reconhecimento fotográfico.
Skerlak era dono, com seu pai e mais dois irmãos, de uma revendedora de automóveis nacionais e importados na região da Lapa, na zona oeste. De acordo com seus amigos e parentes, ele passava por um momento feliz de sua vida. Tinha acabado de comprar um apartamento e planejava casar-se com a namorada em breve. Velório - Durante o velório do empresário, que aconteceu na manhã de hoje, no Cemitério da Lapa, a família de Skerlak estava muito chocada com o crime. Seus pais, muito abalados, não conseguiram dizer nada. A namorada, que é publicitária, também estava em estado de choque.
"A família está tomada pela emoção", disse o advogado Airton Sister. "Queremos que seja feita justiça para que o criminoso seja preso, pois não é justo que outros jovens sejam vítimas dessa barbaridade", disse. "Não queremos revanche contra o assassino, apenas que o caso seja esclarecido e ele pague pelo que fez".
O advogado afirmou que pedirá ajuda à Secretaria da Segurança Pública. "Não foi justo o que aconteceu com esse garoto e isso não se pode mais repetir". Às 14 horas de hoje, o empresário foi enterrado no Cemitério da Lapa. Cerca de 200 pessoas, entre amigos e parentes e funcionários da revendedora de veículos compareceram ao local.


