Assaltante de carro-forte é preso por acaso
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quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Por Mauro Carvalho da Silva 
São Paulo, 26 (AE) - Foi por acaso que policiais militares prenderam um dos mais perigosos e procurados assaltantes de agências bancárias e carros-forte do País, hoje, em Osasco, na Grande São Paulo. Os policiais atendiam a uma denúncia de carro roubado e acabaram prendendo Paulo Rogério da Silva, de 27 anos, o Alemão, condenado a 15 anos de prisão por ter participado de vários roubos na capital e no interior, entre eles o avião pagador da TAM em abril de 96 e o carro forte da Brinks, quanto foi morto o supervisor da empresa, ambos em São José dos Campos. Ele também é responsável pela morte de um policial ao metralhar um carro da PM, em Jundiaí.
Às 11h30, policiais militares averiguavam uma denúncia da existência de um Pálio Weekend roubado na garagem de uma casa do Conjunto dos Metalúrgicos, em Osasco. Após a confirmação que o veículo era mesmo roubado, os policiais cercaram a casa de Vagner Antônio Marques, também procurado pela Justiça.
Além de Marques, foi presa sua mulher, conhecida por Teca Loira, e um homem que apresentava uma carteira de identidade com o nome de Ricardo Alexandre, que portava uma pistola semi-automática. Com a mulher foram encontradas várias pedras de crack.
Os três foram levados para o 8.º DP, de Osasco. Lá, alguns investigadores guardavam na memória a foto de Alemão publicada num cartaz divulgado em 95 pelo Departamento de Investigaçõessobre Crimes Patrimoniais (Depatri). Dos seis assaltantes procurados, só Alemão continuava em liberdade.
Embora não houvesse mais nenhum desses cartazes no distrito policial, os investigadores o reconheceram. A comprovação veio com as impressões digitais. Temendo que Alemão pudesse ser resgatado pelos integrantes de sua quadrilha, o prédio do 8.° DP, na Avenida João de Andrade, no Jardim Santo Antônio, foi cercado por um forte esquema policial até as 21 horas de hoje, quando foi transferido para a Cadeia Pública de Vila Pestana. Amanhã ele será levado para o Depatri, em São Paulo.


