São Paulo, 14 (AE) - O assaltante Carlos Alberto Ferreira da Paixão, de 22 anos, confessou hoje no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ter praticado cinco assassinatos. Um dos crimes teve como vítima o estudante Luís Gustavo de Oliveira Batista, de 17 anos, morto com 12 tiros em 25 de março na porta da Escola Estadual Maria Luiza Andrade Martins Roque, no Parque Eliana, no Grajaú, zona sul de São Paulo.
Batista saíra da aula às 22h30 e caminhou poucos metros. Foi cercado na Rua Marcelino Nogueira Júnior, onde foi morto. Paixão informou à polícia ter assassinado o estudante por engano. Ele estava procurando um outro aluno da escola, parecido com Batista, com gesso num dos braços. "Achei que era ele, matei e fugi", contou ao delegado Luiz Ozilak.
Batista estava com o braço engessado e a polícia suspeitou que sua morte tivesse sido vingança por causa de uma ex-namorada. No dia seguinte o ladrão ficou sabendo que matara a pessoa errada.
Paixão confessou também ter assassinado Cláudio Candido Lopes, Luiz Carlos Adão Ribeiro Santos, a enfermeira Carlinda Pereira dos Santos e o operário Fábio Luís Chaves e Silva. Ele estava preso no distrito do Jardim das Embuias por porte ilegal de arma e no DHPP confessou os crimes.
Lei - A Assembléia Legislativa de São Paulo rejeitou parcialmente o veto do governador Mário Covas à lei que cria o Programa Interdisciplinar e de Participação Comunitária para Prevenção e Combate à Violência nas Escolas da rede pública estadual. A lei, do deputado Hamilton Pereira (PT), fora aprovada em maio de 1998. "Com a intensificação da violência nas escolas, os deputados decidiram rejeitar parcialmente o veto", disse Pereira.
O objetivo do programa é formar grupos de trabalho vinculados aos Conselhos das Escolas para atuar na prevenção da violência, analisar suas causas e apontar possíveis soluções. No orçamento do Estado, já constam recursos financeiros para o programa.

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