Asilo de Oviedo não impede extradição, diz ministro.
Assunção, 30 (AE-REUTERS) - O ministro da Justiça da Argentina, Raúl Granillo Ocampo, disse hoje à Rádio del Plata que o asilo concedido ao general Lino Oviedo pode caducar se for pedida sua extradição ao Paraguai. "O asilo não é um obstáculo para a tramitação de uma extradição", acrescentou Granillo Ocampo.
O advogado de Oviedo, Pedro Bianchi, disse que o Paraguai fez pedido de extradição do general junto à chancelaria argentina. Vários parlamentares paraguaios e o procurador geral do país chegaram ontem a Buenos Aires para reforçar esse pedido.
Lino Oviedo está em El Amanecer, uma luxuosa estância da província de Buenos Aires. A administradora da estância disse que hoje, seu primeiro dia de exilado, Oviedo dormiu até tarde e não quis falar com a imprensa.
O asilo dado pelo Brasil ao ex-presidente Raúl Cubas, e pela Argentina ao ex-general Lino Oviedo objetivou proteger o Mercosul. A declaração foi feita hoje em Buenos Aires pelo vice-chanceler da Argentina, Andrés Cisneros. "A imagem política do Mercosul no mundo poderia ser prejudicada se as instituições do Paraguai não fossem mantidas e se as mudanças políticas não fossem feitas dentro da constitucionalidade", acrescentou Cisneros, em declarações à Rádio Continental.
Juan Ernesto Villamayor, secretário da Presidência do Paraguai, disse hoje a uma emissora de rádio da Argentina que o governo paraguaio está preocupado com o asilo do ex-general golpista. "A aplicação da lei é a melhor coisa para pacificar o Paraguai", argumentou Villamayor.





