Salvador, 11 (AE) - A direção do grupo suíço Asea Brown Boveri (ABB) formaliza manhã (12) em Salvador a aquisição da Central de Manutenção (Ceman) do Pólo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Na solenidade, o ABB firma protocolo de intenções com o governo da Bahia para criação do Centro Mundial de Tecnologia de Manutenção na área petroquímica, que vai funcionar no Pólo de Camaçari.
A Ceman fatura em média, US 150 milhões anuais e tem 3 mil empregados. Foi fundada em 1974, para atender a demanda de serviços especializados na área de manutenção industrial, com a instalação do Pólo de Camaçari. A empresa atua nos setores petroquímico, químico, petróleo, celulose, bebidas, siderúrgico e metalúrgico, entre outros.
Na relação de clientes constam Monsanto, Cetrel, Mannesmann, Villares, Henkel, OPP Petroquímica e Gerdau.
A Copene Petroquímica do Nordeste definiu a transferência do controle da Ceman, empresa prestadora de serviço, para o ABB em janeiro. O valor da transação não foi divulgado. A venda dos ativos da Ceman pela Copene faz parte da estratégia da antiga controladora de concentrar o foco dos negócios em petroquímicos.
O diretor-superintendente do ABB Service, Notker Raschle
afirmou que o objetivo é liderar o mercado brasileiro de manutenção, que gira R 19 bilhões anuais. "Da Bahia, desenvolveremos e vamos transferir tecnologia para o resto do mundo", disse.
Um dos gigantes de engenharia elétrica do mundo, o ABB está presente em mais de 140 países, reúne 1,3 mil empresas e 215 mil empregados. O ABB iniciou suas atividades no Brasil em 1912, no Rio de Janeiro, ao fornecer o sistema elétrico para o Bondinho do Pão-de-açúcar.
O ABB tem outro negócio na Bahia. Será parceiro da Petrobrás na construção de uma usina termoelétrica na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), de Mataripe, na Região Metropolitana de Salvador. O projeto está orçado em US 300 milhões.

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