Brasília, 12 (AE) - A posição dos principais envolvidos no caso Ford/Bahia: Ministro da Fazenda, Pedro Malan - Era contra a concessão de subsídios federais à fábrica da Ford na Bahia. Encaminhou ao presidente Fernando Henrique Cardoso um levantamento com o custo da renúncia fiscal prevista. Depois que foi voto vencido, começou a discutir alternativas. Segundo os políticos baianos, já está mais flexível. Ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente - É a favor da fábrica da Ford na Bahia porque o impacto fiscal da concessão dos subsídios já está computado por conta do projeto da Asia Motors, que ia para a Bahia e desistiu. Acha que o governo deve buscar alternativas, sem ferir os acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Mercosul. É hoje um dos ministros mais ligados ao senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga - Foi o primeiro cardeal tucano a se manifestar favoravelmente à fábrica da Ford na Bahia. Para ele, o investimento é justo, importante e oportuno. Secretário da Receita Federal, Everardo Maciel - É contrário, em princípio, a qualquer renúncia fiscal. Aliás, sua luta é justamente para reduzir e, se for possível, acabar com subsídios e incentivos fiscais. No caso da Ford não foi diferente. Mas depois que foi voto vencido, tornou-se o encarregado de definir o volume de subsídios que a União está disposta à conceder à Ford na Bahia. Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer - É a favor da fábrica da Ford na Bahia pois defende a tese de que o governo precisa pensar na desconcentração industrial do País. Acha que o investimento da Ford pode ser o ponto de partida para uma política de redução dos desequilíbrios regionais. Ministro Chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho - Desde o início foi a favor do veto do presidente Fernando Henrique Cardoso à "emenda Ford", como ficou conhecido o artigo que foi incluído no projeto de conversão da MP 1740/32, por inspiração do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Carvalho defende que o governo encontre alternativas para permitir a implantação da Ford em Camaçari. É a favor que a indústria fique na Bahia. Governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB) - Acha "uma aberração" o volume de subsídios que o governo da Bahia está pleiteando para a fábrica da Ford em Camaçari. Considera que se esses subsídios forem concedidos haverá uma concorrência desigual do ponto de vista federativo. Governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) - É favorável à fábrica da Ford na Bahia e não acredita que a concessão de subsídios à essa fábrica possa criar algum problema sério nas relações do Brasil com os países do Mercosul. Chegou a dizer que entre o Mercosul e o Nordeste, ficava com o Nordeste. Líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio Neto (PSDB) - É a favor da fábrica da Ford na Bahia pois considera que esse investimento é o início da desconcentração econômica do País.

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