Brasília, 26 (AE)- A reunião da CPI do Judiciário que ouviu o depoimento de Marco Aurelio Gil de Oliveira Moura, ex-genro do ex-presidente do TRT de São Paulo, Nicolau dos Santos Neto, já foi encerrada. Moura apresentou aos senadores uma série de fotografias que comprovariam que o padrão de vida do juiz é incompatível com seus rendimentos. Ele apresentou também extratos de contas bancárias no exterior, que deverão ser rastreadas pela CPI. Moura disse ao final do depoimento que teme um atentado contra sua vida, não neste momento, mas daqui a algum tempo, a mando do seu ex-sogro.
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), acompanhou todo o depoimento e disse ao final que se não houvesse razões pessoais para motivar Moura a contar o que sabe, "talvez não tivéssemos um depoimento tão bom". "As provas são tão evidentes que não dá para discutir esse assunto"
disse ACM, observando que cabe à CPI ir atrás das provas. "Só não enxerga quem não quer ver", completou o senador, que ao ser questionado sobre uma possível alegação do juiz Santos Neto de que o seu patrimônio seja proveniente de herança familiar, respondeu: "A herança foi o Fórum Trabalhista".
O relator da CPI, senador Paulo Souto, considerou o depoimento rico em detalhes e compatível com todas as outras informações levantadas pela CPI. Segundo Souto, o juiz Santos Neto terá que explicar no seu depoimento, marcado para a próxima quinta-feira, qual a origem dos seus recursos.

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