Brasília, 5 (AE) - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, divulgou as projeções da balança comercial para este ano, previstas no memorando assinado pelo Brasil com o FMI: exportações US$ 52,6 bilhões; importações, US$ 48,9 bilhões, com um superávit de US$ 3,7 bilhões. Lopes lembrou que, ano passado, as exportações foram de US$ 51,1 bilhões e importações de US$ 57,7, com um déficit de US$ 6,6 bilhões. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, ressaltou que o superávit previsto para este ano não é uma meta, mas um dos elementos utilizados para se alcançar a meta de reservas. Segundo ele, há uma percepção de que o comércio exterior apresentará um resultado bem melhor neste segundo semestre e citou três fatores para esse otimismo:
1 - As commodities exportadas pelo Brasil estão com preço muito baixo, mas os volumes de exportação cresceram neste ano, em relação ao ano passado
2 - A exportação de produtos manufaturados ainda não respondeu à mudança do regime cambial. Para os exportadores do setor existe uma defasagem natural para que novos contratos sejam feitos com a s novas taxas de câmbio
3 - A melhora do cenário dos parceiros comerciais. Bier disse que existem sinais positivos em relação a ásia, Europa e América Latina.

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