A titular da Delegacia da Mulher, Elaine Aparecida Ribeiro, conta que às vezes as denúncias são feitas diretamente na delegacia, mas são poucas. ''Temos o problema também de algumas mulheres negarem que são agredidas quando vamos atrás depois de uma denúncia. Quando isso acontece repassamos o caso para o Centro de Atendimento à Mulher. Mas também já tivemos casos onde a mulher tomou coragem de denunciar o marido quando viu os policiais. Quando se trata de crianças e adolescentes é mais fácil, porque o Conselho Tutelar pode atuar mesmo que a família não queira'', explica.
De acordo com a delegada, as denúncias que chegam ao Disque 100 e ao Disque 125 são encaminhadas para a delegacia da Mulher, assim como as que chegam ao Ministério Público. Nos horários em que a Delegacia da Mulher está fechada, os casos são encaminhados para a delegacia de plantão. ''Por esse motivo não é possível saber ao certo quantas denúncias chegam diariamente em Londrina'', justifica a delegada.
Elaine lembra que é importante, na hora da denúncia, passar o maior número de dados sobre o agressor e sobre a vítima. ''As pessoas ainda têm medo de denunciar, mas isso pode ser feito de forma anônima. É uma questão de cidadania você fazer uma denúncia. Professores e agentes de saúde têm obrigação de notificar. Entendemos que as pessoas tenham medo, mas podemos pedir a prisão preventiva caso o agressor ameace uma testemunha'', garante.
Neste ano, até outubro, chegaram até a Delegacia da Mulher 45 denúncias, contra 38 durante todo o ano de 2011. ''Dessas, mais de 90% se referem a violência conta a criança. Das 45 denúncias, apenas seis viraram inquérito. As outras ainda não foram concluídas e estão em trâmite. No caso de denúncias de abuso sexual, precisamos de uma investigação mais demorada e do laudo das psicólogas do Creas 3, o que pode demorar pois é necessário um tempo maior para uma criança falar sobre esse tipo de abuso.'' (E.G.)

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