Brasília, 30 (AE) - Os governos do Brasil e da Argentina divulgaram comunicado conjunto esta madrugada, logo após a reunião de emergência dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Carlos Menem, em Brasília. O comunicado foi lido pelos chanceleres Luiz Felipe Lampreia, do Brasil, e Guido di Tella, da Argentina, e contém os seguintes pontos:
1 - O governo argentino se comprometeu a revogar a aplicação da resolução 911, que impõe salvaguardas à importação de produtos originários dos países do Mercosul.
2 - Na próxima quarta-feira, dia 4, serão retomadas as negociações do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai). Na pauta da reunião, será incluída a ativação, pela primeira vez, do Grupo de Acompanhamento da Conjuntura Econômica, criado em Assunção (Paraguai) em junho passado. Esse grupo tem por objetivo examinar os fluxos de comércio dentro do Mercosul e apresentar sugestões para modificações no curso deste comércio. Os governos vão examinar, através desta comissão, a evolução das importações e exportações dentro do Mercosul e, sempre que houver uma modificação significativa - aumento ou redução acentuada no curso deste comércio - vão apresentar diagnósticos e apresentar propostas para resolver estas distorções.
3 - Na sexta-feira, dia 6, também em Montevidéu, quando será realizada a reunião do Conselho de Ministros do Mercosul, os presidentes dos dois países desejam que os ministros do Mercosul (Fazenda/Economia, Indústria e Comércio e Relações Exteriores) tomem decisões sobre o fluxo de ações para corrigir as distorções que hajam surgido no comércio intra-zona.
4 - Os ministros se comprometeram a levar adiante a coordenação macroeconômica, que visa promover a convergência entre as políticas macroeconômicas dos países do Mercosul.

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