Árvores exóticas do Bosque podem ser removidas em revitalização do Centro de Londrina
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terça-feira, 07 de maio de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 
A Prefeitura de Londrina pretende enviar à Câmara de Londrina projeto de lei que pode retirar do Bosque Municipal o título de APP (área de proteção permanente). Assim, seria possível remover árvores exóticas e intervir no local, em meio às propostas de revitalização do Centro de Londrina. O assunto foi discutido na noite desta segunda-feira (6), em audiência pública na Câmara Municipal.
Segundo o prefeito Marcelo Belinati (PP) , a proteção legal foi baixada em 2011, em meio a uma “guerra política” travada entre o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) e o ex-vereador Joel Garcia. Na época, o então prefeito pretendia voltar a interligar os trechos da rua Piauí, fechada para tráfego de veículos entre a rua São Paulo e a avenida Rio de Janeiro.
Para o prefeito, após a revogação da lei, será possível retirar árvores que não são nativas e reduzir a população de pombos que permanecem no local. “Não adianta nada revitalizar o bosque e deixar os pombos ali, fazendo cocô”, disse o prefeito na manhã desta terça-feira (7), durante o “Assinante Entrevista”, promovido pela Folha de Londrina.
A audiência pública foi promovida pela Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara, a pedido da Associação Concha dos Amigos e Moradores do Centro Histórico de Londrina.
Segundo o vice-presidente da comissão, o vereador Júnior Santos Rosa (PSD), as principais preocupações dos moradores são em relação à segurança na área central, principalmente na área do bosque, e à sujeira.
“Também foram citados problemas com ambulantes ilegais, principalmente os que vendem produtos piratas; em relação ao aumento da população de rua; o barulho na Concha Acústica; e a recuperação de prédios públicos, como a Biblioteca Municipal”, enumerou o parlamentar.
Antes mesmo da audiência pública, a Secretaria Municipal de Assistência Social já havia deflagrado uma ação para encaminhamento dos moradores de rua. A primeira ação foi na Concha Acústica.


