Londrina - ''As árvores de Londrina estão doentes.'' Esta afirmação do secretário municipal do Ambiente (Sema), Gilmar Domingues Pereira, retrata a realidade da arborização na cidade. A cada temporal dezenas de árvores caem interditando ruas e avenidas, rompendo cabos elétricos e levando perigo às pessoas.
Segundo Pereira, a realidade verificada pelos fiscais da Sema é muito pior do que se podia imaginar. ''Das 120 árvores que caíram com os temporais de sexta e sábado a grande maioria não tinha pedido de retirada nem laudo técnico para erradicação. Isto mostra que existem muito mais árvores em situação de risco que as 3 mil que já possuem laudos para erradicação'', explicou o secretário. ''Hoje é impossível estimar quantas árvores estão condenadas na cidade.''
O Plano Diretor de Arborização voltará a ser discutido em 2013 na Câmara Municipal. Para o secretário, a discussão precisa ser rigorosa para que se encontre um caminho para a resolução do problema. ''O Plano Diretor vai indicar, por exemplo, que tipo de arborização é adequada para cada região da cidade'', ressaltou Pereira.
A Sema acredita que vai demorar pelo menos um mês o trabalho de retirada das árvores e galhos que caíram em Londrina em virtude dos temporais da semana passada. Pelo menos 120 árvores de grande porte foram derrubadas pelos ventos. A secretaria tem uma equipe de 18 pessoas e dois caminhões trabalhando em ritmo especial para dar conta da demanda. Outros dois caminhões estão quebrados.
''Os troncos mais pesados e de grande porte não conseguimos retirar já que seria necessário um caminhão munck, e o único que a Sema tem está parado com problemas mecânicos há seis meses'', frisou Pereira. A Sema solicitou ajuda da CMTU e da Defesa Civil para acelerar os trabalhos.
Na Rua Poliana de Almeida, no Jardim Tókio (zona oeste), operários da Sema tiveram muito trabalho para retirar uma Santa Bárbara, de aproximadamente 15 metros, que caiu na sexta-feira sobre o muro de uma casa em construção no terreno vizinho.
''Por sorte havia uma outra árvore que segurou um pouco o impacto, caso contrário, a Santa Bárbara cairia em cima do telhado. Danificou apenas uma parte do muro e do rufo do telhado'', contou o vendedor Roberto da Fonseca, de 46 anos, proprietário da residência. ''Mesmo assim vou gastar uns R$ 500 para retirar os troncos já que a prefeitura avisou que não tem como removê-la, pois está em terreno particular.''

mockup