Artistas feridos em globo da morte
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Fernando Rocha FaroReportagem Local 
Um acidente no globo da morte do Circo Maximus, durante o espetáculo da noite de anteontem, deixou três artistas feridos. O caso mais grave foi de um rapaz de 18 anos ferido na bacia. Outros dois ficaram apenas com dores nas costas. A apresentação contava com três motociclistas no momento da queda. O número conta com mais cinco motoqueiros ao mesmo tempo.
O gerente do circo, Mário Ferreira Cascão Júnior, que também participa da apresentação do globo da morte, classificou o acidente como normal. Ele acrescentou que um problema em uma das motos pode ter sido a causa da queda. ''Vamos verificar o que ocorreu. Pode ter sido uma falha no pneu, mas as motos sempre passam por revisão'', destacou.
Até a tarde de ontem, o motoqueiro conhecido como McGayver permanecia hospitalizado. A expectativa de Júnior é que o público londrinense ainda tenha a chance de assistir a apresentação com as cinco motos, já que o circo deve permanecer até março na cidade. Até a recuperação dele, o show será com ''apenas'' três motos dentro do globo.
De acordo com Júnior, este foi o primeiro acidente em três anos no Circo Maximus. Ele disse ainda que o artista menos experiente que faz parte do número faz a apresentação há seis anos.
O comportamento do público que, apesar da curiosidade, não atrapalhou o socorro foi alvo de elogios do empresário. O atendimento foi feito pelo Siate, por um médico que estava na platéia e pelos próprios companheiros de circo, que têm curso de brigadistas para lidar com este tipo de situação.
A apresentação no globo da morte dura três minutos. Os participantes, além da proteção do capacete, usam roupa especial para aumentar a segurança em caso de queda. ''É proteção para todo lado. O risco é normal para a nossa profissão. Mesmo o globista que nunca caiu, um dia ele acaba sentindo essa dor'', comentou.


